quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Sobre perdas inesperadas

No alge dos meus 22 anos eu finalmente percebo que o grande problema ao perder alguém não é simplesmente saudade... Mais do que qualquer outra coisa o que mais traz aquele gostinho amargo e aquelas lágrimas salgadas é a saudade de tudo aquilo que não foi vivido. 
Difícil mesmo acordar e saber que não há amanhã, não há mais planos e nada mais pode ser feito. Aquela velha crença de que o tempo vai ajeitar as coisas, de que os problemas de hoje já não serão tão grandes amanhã e que a gente vai sim poder fazer um amanhã melhor e mais bonito.. juntos. Não, não é verdade. Amanhã eu posso não tá aqui, assim como você não pode. 
O choque inicial ao perder alguém é perceber que sim, é tudo tão efêmero. A gente vive como se tivesse tanto tempo ainda, como se as oportunidades fossem infinitas... Nós ignoramos o fato de que hoje ou amanhã tudo pode acabar – quando falo tudo me refiro à essa vida, claro – e que podem não existir mais chances. Acontece que não importa se você tem 5 anos ou 50, "pra morrer só precisa tá vivo", como diria minha mãe.
Não, eu não to nem um pouco acostumada com perdas. Na verdade eu odeio perder qualquer coisa, eu tenho apego total a tudo que seja meu e também ao que nem é, mas eu queria que fosse. Não vamos ser hipócritas, mas por mais que seja doloroso, é menos pertubante perder alguém mais velho, a gente meio que "aceita" e entende como o ciclo natural da vida. Mas se deparar com uma perda de alguém precocemente, poderia ser eu ali, porque não?! 
O ponto é que é absurdamente chocante e perturbador, mas é necessário aceitar e viver como se hoje fosse o último dia. Não só o meu, mas o nosso. À partir disso é tão mais fácil dar valor a coisas pequenas e construir um hoje melhor. Afinal, haverá amanhã?

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Just believe



Ela sabia que precisava segurar as pontas e que precisava ficar firme, mas corpo e mente queriam desabar. Naquele momento passavam milhões de coisas na cabeça, e ao mesmo tempo ela não conseguia pensar em nada, ela era a materialização do termo paradoxo. Também não se sentia no direito de ficar triste, parecia algo tão egoísta. O que não saía da sua cabeça era que Deus não dá a cruz maior do que podemos carregar, e tentava se apegar ao fato de que sempre que uma porta fecha, uma janela abre.. talvez Deus tenha outros planos, melhores, quem sabe. O problema estava no fato de que parecia que tudo escolheu dar errado em um só momento, talvez aquela era a última coisa a que se apegar, mas.. jaz. Qual seria sua fonte de fé, esperança e força agora?
Naquele momento ela se sentou com tudo o que restava de sua fé e começou a conversar com Deus e a ouvir suas palavras, as quais a levaram para uma situação de despejo. Sim, ela estava despejando tudo o que estava ali dentro guardado, tudo o que estava se acumulando já havia algum tempo, tudo saiu - ou quase tudo - em formas de lágrimas. Seu corpo ensaiou uma leveza, porém sua cabeça passou a pesar uma tonelada. Hora de colocar no som aquela música triste, espremer essa dor pra ver se seca, colocar no varal. Talvez "curtir" aquela tristeza mais algumas horas, ou por toda a madrugada, mas deixar sarar. Saber que amanhã é um novo dia e uma nova chance de transformar-se. Sim, transformar-se. Ela no fundo sabe que tem seu valor, só precisa acreditar nela mesmo, precisa levantar a cabeça e ir à luta, e fazer de cada queda um aprendizado, afinal, ficar em casa lamentando-se não fará a felicidade bater em sua porta. Vai menina, levanta dessa cama, coloca tua melhor roupa, uma boa maquiagem e muita força de vontade nesse coração e vai à luta, que esse mundo é teu, é só acreditar (e lutar, claro).

sábado, 6 de julho de 2013

Mutação, oscilação, transformação.


Vez ou outra a gente se pega com aquele pensamento distante… reflexivo e conclusivo, normalmente naquele tempo que você tá no ônibus no caminho de casa, ou esperando numa fila, ou no clássico antes de dormir. Uma conclusão bem interessante de se chegar é "há alguns anos eu jamais me imaginaria assim/nesse lugar/fazendo isso". A vida é tão engraçada, os caminhos são tão surpreendentes e inimagináveis. O mais cômico disso tudo é que as mudanças são suaves, delicadas, graduais, de modo que não sejam reparadas. Quando nos damos conta, tudo está distinto. E isso é bom. Triste é quem não está aberto às novas experiências e às novas aprendizagens, e o mais desafiador de tudo, à mudança de opinião. Vejo que nesse tempo que não apareço por aqui, minha vida se transformou. Quem era eu? Não sei. Talvez não saiba nem quem sou, quanto mais quem era. Mas uma coisa eu sei, de uns tempos pra cá tenho me permito. Permitido novas atitudes, novas experiências, novas opiniões, novos ares. E sim, essa coisa toda de experimentar, te traz alguns experimentos não lá muito agradáveis ou que talvez você antes censurasse. Mas essa é a ideia, se libertar desses pré-conceitos e fazer com que o pós-conceitos sejam criados. Deixar de agir como aquela criança que não gosta de verdura sem nunca ter experimentado, isso é apenas aceitação dos rótulos que a sociedade cria. E aonde isso tudo leva? Eu, pelo menos to bem feliz. Acho que a partir do momento em que você vai lá e faz e descobre o que gosta ou não, você começa a viver o que realmente te faz feliz e para de seguir aquele velho caminho moldado pela sociedade. Você faz o seu caminho, com atalhos que podem até ter alguns obstáculos, mas é gratificante conseguir superá-los, e o mais importante, aprender com cada um deles. 

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Crise dos 20

     Ando meio neurótica, sei lá.. acho que essas férias tão prolongadas não estão me fazendo bem. Assumo que à principio cheguei até a comemorá-las, mas agora ta tudo tão.. ou melhor, tudo não tá tão..
     Ócio, ócio, ócio. Cabeça vazia. Uma preocupaçãozinha até que ia bem agora.. um trabalho por fazer, uma prova por estudar, um problema no trabalho.. pensei que nunca na vida abriria a boca pra falar 'tamanha bobagem', mas eu realmente preciso de alguma coisa pra ocupar minha mente, seja lá o que seja. 
     Dias vazios, noites já não tão agitadas como foram um dia.. finais de semana no sofá de pijama vendo filme atrás de filme. Afinal, quem era eu mesmo? É, nada me parece igual, as vontades não são as mesmas, a coragem tampouco...
     É que tem algo tão vazio aqui dentro.. desocupado, ausente e  porque não   carente. Vira e mexe se ensaia um preenchimento. Esse ensaio vem junto com brilho nos olhos, batimentos acelerados, euforia e pensamentos lá longe. Fica tudo tão leve.. qualquer coisa me arranca uma risada gostosa.. pena que não dure muito. Definitivamente eu tenho um bloqueio contra felicidade! Ai meu Deus, como alguém consegue ter um bloqueio pra felicidade? É, medo de dar errado. Depois de toda essa alegria inicial, enfim começo a conseguir raciocinar e traçar caminhos possíveis. Vamos combinar que por menor que seja, sempre há a possibilidade de decepção, e isso me deixa abalar. Não, não é  nada pensado nem escolhido, mas sempre optado. Talvez esse seja o maior motivo dessa tristeza toda, por muitas vezes ter tido a opção de escolha mas como sempre deixar tudo igual, como sempre esteve..
     

     Sim, tá tudo vazio. Cabeça vazio, coração vazio. 
Mentira, a barriga anda sempre cheia...


 

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Hoje!

Mês 6. Metade do ano já se foi. Eai?
Reviro meu baú de recordações e memórias.. o que aconteceu de marcante esse ano? O que consegui construir, progredir, superar nesses seis meses.. nesse meio-ano? Daí fica tudo vazio. Algumas poucas memórias de momentos bons. Bem bons. Mas passageiros demais.. Pode parecer bem 'tpm', mas afinal, o que posso considerar conquistas?
Concordo que para meus recém-completados 20 anos eu não tenho muito o que reclamar, já que terminei o colégio aos 17, me formei na faculdade aos 19, aos 16 estava no auge do que tenho considerado 'grande amor'. Mas ok, o que mais? O que mais a vida tem a me oferecer?
Quero viagens sem destino, passagens compradas só de ida, chegar em casa de manhã, amnésia alcoólica, amores de uma noite, comidas gostosas, quero fazer compras despreocupada, quero banho de chuva, brincadeira de criança, amor correspondido, amigos reunidos, sorriso nos lábios e brilho nos olhos. 
Quero a simples liberdade de fazer o que tenho vontade e o que acho que me fará feliz naquele momento, esquecendo que existe o depois!