quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Just believe



Ela sabia que precisava segurar as pontas e que precisava ficar firme, mas corpo e mente queriam desabar. Naquele momento passavam milhões de coisas na cabeça, e ao mesmo tempo ela não conseguia pensar em nada, ela era a materialização do termo paradoxo. Também não se sentia no direito de ficar triste, parecia algo tão egoísta. O que não saía da sua cabeça era que Deus não dá a cruz maior do que podemos carregar, e tentava se apegar ao fato de que sempre que uma porta fecha, uma janela abre.. talvez Deus tenha outros planos, melhores, quem sabe. O problema estava no fato de que parecia que tudo escolheu dar errado em um só momento, talvez aquela era a última coisa a que se apegar, mas.. jaz. Qual seria sua fonte de fé, esperança e força agora?
Naquele momento ela se sentou com tudo o que restava de sua fé e começou a conversar com Deus e a ouvir suas palavras, as quais a levaram para uma situação de despejo. Sim, ela estava despejando tudo o que estava ali dentro guardado, tudo o que estava se acumulando já havia algum tempo, tudo saiu - ou quase tudo - em formas de lágrimas. Seu corpo ensaiou uma leveza, porém sua cabeça passou a pesar uma tonelada. Hora de colocar no som aquela música triste, espremer essa dor pra ver se seca, colocar no varal. Talvez "curtir" aquela tristeza mais algumas horas, ou por toda a madrugada, mas deixar sarar. Saber que amanhã é um novo dia e uma nova chance de transformar-se. Sim, transformar-se. Ela no fundo sabe que tem seu valor, só precisa acreditar nela mesmo, precisa levantar a cabeça e ir à luta, e fazer de cada queda um aprendizado, afinal, ficar em casa lamentando-se não fará a felicidade bater em sua porta. Vai menina, levanta dessa cama, coloca tua melhor roupa, uma boa maquiagem e muita força de vontade nesse coração e vai à luta, que esse mundo é teu, é só acreditar (e lutar, claro).

sábado, 6 de julho de 2013

Mutação, oscilação, transformação.


Vez ou outra a gente se pega com aquele pensamento distante… reflexivo e conclusivo, normalmente naquele tempo que você tá no ônibus no caminho de casa, ou esperando numa fila, ou no clássico antes de dormir. Uma conclusão bem interessante de se chegar é "há alguns anos eu jamais me imaginaria assim/nesse lugar/fazendo isso". A vida é tão engraçada, os caminhos são tão surpreendentes e inimagináveis. O mais cômico disso tudo é que as mudanças são suaves, delicadas, graduais, de modo que não sejam reparadas. Quando nos damos conta, tudo está distinto. E isso é bom. Triste é quem não está aberto às novas experiências e às novas aprendizagens, e o mais desafiador de tudo, à mudança de opinião. Vejo que nesse tempo que não apareço por aqui, minha vida se transformou. Quem era eu? Não sei. Talvez não saiba nem quem sou, quanto mais quem era. Mas uma coisa eu sei, de uns tempos pra cá tenho me permito. Permitido novas atitudes, novas experiências, novas opiniões, novos ares. E sim, essa coisa toda de experimentar, te traz alguns experimentos não lá muito agradáveis ou que talvez você antes censurasse. Mas essa é a ideia, se libertar desses pré-conceitos e fazer com que o pós-conceitos sejam criados. Deixar de agir como aquela criança que não gosta de verdura sem nunca ter experimentado, isso é apenas aceitação dos rótulos que a sociedade cria. E aonde isso tudo leva? Eu, pelo menos to bem feliz. Acho que a partir do momento em que você vai lá e faz e descobre o que gosta ou não, você começa a viver o que realmente te faz feliz e para de seguir aquele velho caminho moldado pela sociedade. Você faz o seu caminho, com atalhos que podem até ter alguns obstáculos, mas é gratificante conseguir superá-los, e o mais importante, aprender com cada um deles.