
E eu que aos 12 anos, achava que quando chegasse aos 18 me tornaria uma adulta. Achava que meu mundo se transformaria, que tudo se tornaria melhor. Oh, cruel ilusão.
Onde eu estava com a cabeça? Parece que meu mundo caiu, desabou. Ou seja, aconteceu o contrário do que eu sempre sonhei. Já acordei triste. O parabéns da minha mãe me fez derramar lágrimas. Cada feliz aniversário recebido de um amigo, me fez pensar. Passou na minha cabeça tudo que eu já vivi, tudo que eu dexei de viver. Dezoito anos. Ah, como a vida voa. Meus tempos de criança já se foram, os de adolescente estão por se encerrar. Como assim? Um dia desses estava eu brincando de boneca, de pega-pega. Onde está minha vida? O tempo esqueceu de me avisar que estava passando.
Ah, que vontade de sair pra vida. Vontade de abraçar a primeira pessoa que vê na frente, vontade de dizer que amo, vontade de pular, brincar, sorrir. Vontade de viver. Mas a única coisa que consigo é chorar. As lágrimas não param de cair. Quero minha vida, exijo minha vida. Quem foi que tomou ela de mim? O tempo. Meu Deus, como o tempo é cruel.
Porém deste dia triste, levo um aprendizado. A vida não espera. Viva Camila, viva. A vida não vai esperar você tomar coragem, faça o que você quiser, seja espontânea, converse, abrace, beije, diga que ama, brinque, diga verdades que magoem, mas ajude. Se uma pessoa te magoa seja melhor que ela e siga em frente sem se abalar, perdoe teus inimigos, estude, dance, VIVA! Seja quem você quer ser. E diga pro tempo: Quem manda aqui sou eu!