terça-feira, 2 de outubro de 2012

Crise dos 20

     Ando meio neurótica, sei lá.. acho que essas férias tão prolongadas não estão me fazendo bem. Assumo que à principio cheguei até a comemorá-las, mas agora ta tudo tão.. ou melhor, tudo não tá tão..
     Ócio, ócio, ócio. Cabeça vazia. Uma preocupaçãozinha até que ia bem agora.. um trabalho por fazer, uma prova por estudar, um problema no trabalho.. pensei que nunca na vida abriria a boca pra falar 'tamanha bobagem', mas eu realmente preciso de alguma coisa pra ocupar minha mente, seja lá o que seja. 
     Dias vazios, noites já não tão agitadas como foram um dia.. finais de semana no sofá de pijama vendo filme atrás de filme. Afinal, quem era eu mesmo? É, nada me parece igual, as vontades não são as mesmas, a coragem tampouco...
     É que tem algo tão vazio aqui dentro.. desocupado, ausente e  porque não   carente. Vira e mexe se ensaia um preenchimento. Esse ensaio vem junto com brilho nos olhos, batimentos acelerados, euforia e pensamentos lá longe. Fica tudo tão leve.. qualquer coisa me arranca uma risada gostosa.. pena que não dure muito. Definitivamente eu tenho um bloqueio contra felicidade! Ai meu Deus, como alguém consegue ter um bloqueio pra felicidade? É, medo de dar errado. Depois de toda essa alegria inicial, enfim começo a conseguir raciocinar e traçar caminhos possíveis. Vamos combinar que por menor que seja, sempre há a possibilidade de decepção, e isso me deixa abalar. Não, não é  nada pensado nem escolhido, mas sempre optado. Talvez esse seja o maior motivo dessa tristeza toda, por muitas vezes ter tido a opção de escolha mas como sempre deixar tudo igual, como sempre esteve..
     

     Sim, tá tudo vazio. Cabeça vazio, coração vazio. 
Mentira, a barriga anda sempre cheia...


 

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Hoje!

Mês 6. Metade do ano já se foi. Eai?
Reviro meu baú de recordações e memórias.. o que aconteceu de marcante esse ano? O que consegui construir, progredir, superar nesses seis meses.. nesse meio-ano? Daí fica tudo vazio. Algumas poucas memórias de momentos bons. Bem bons. Mas passageiros demais.. Pode parecer bem 'tpm', mas afinal, o que posso considerar conquistas?
Concordo que para meus recém-completados 20 anos eu não tenho muito o que reclamar, já que terminei o colégio aos 17, me formei na faculdade aos 19, aos 16 estava no auge do que tenho considerado 'grande amor'. Mas ok, o que mais? O que mais a vida tem a me oferecer?
Quero viagens sem destino, passagens compradas só de ida, chegar em casa de manhã, amnésia alcoólica, amores de uma noite, comidas gostosas, quero fazer compras despreocupada, quero banho de chuva, brincadeira de criança, amor correspondido, amigos reunidos, sorriso nos lábios e brilho nos olhos. 
Quero a simples liberdade de fazer o que tenho vontade e o que acho que me fará feliz naquele momento, esquecendo que existe o depois!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Começando. Re-começando.



Sou totalmente contra mudanças.
Acho que como toda boa taurina, sinto frio na barriga ao lembrar que preciso fazer uma escolha. Gosto de sentir as coisas sob controle, de saber o que vai acontecer, o imprevisível me atormenta. A novidade quase nunca é bem aceita.
Se encerra mais uma etapa da minha vida. Dia desse me lembro de está nostalgica pelo encerramento do terceiro ano, não mais viveria os dias de escola. Hoje, estou eu formada na faculdade. Mas que porra o tempo acha que está fazendo? Para o mundo que eu quero descer!
Colação de grau, despedida da turma.. pessoas que me acompanharam por dois anos todas as manhãs.. tchau, até.. até quando?
Daí passar no vestibular.. palavras? Não, não consigo achar palavras que expressem, de fato. Lágrimas. Muitas lágrimas. Mistura de sentimentos.
Outra etapa se inicia. O que está por vim? Não sei. Isso incomoda bastante. Novamente perco o controle da situação. Mas que venham boas novas, que as mudanças sejam positivas, e que principalmente haja bastante aprendizado, superação e felicidade. Que o destino me mostre que as vezes mudar é necessário - e o mais importante - pode fazer com que eu me ache, mesmo sem saber que estava perdida.