quinta-feira, 31 de março de 2011

Confusão


Passado. Passado? Passado mesmo?
Angústia. Nostalgia. Fuga. Medo. É, medo.
Medo infinito de não conseguir viver o presente. Medo de não conseguir desenlaçar os laços que me prendem ao passado.
Vai, desaparece, é esquecido. Volta, novamente preenche aquele vazio, e vai. Ciclo vicioso.
Até quando vou permitir que ele se repita? Quando vou conseguir ser forte o suficiente para dá um basta? Difícil. Afinal, acho que no fundo ainda existe uma esperança. Talvez não uma esperança, mas uma vontade de reviver os momentos felizes, de conseguir trazer de volta para minha vida as lembranças, revivê-las. É, talvez uma esperança. Esperança de acerto, de consertar os erros do passado de modo que tudo se torne perfeito. Medo de enfim conseguir viver o hoje. Apenas o hoje. Apego a algo que posso pensar, lembrar, talvez até fazer planos. Pânico total de deixar isso passar e talvez não haver outra coisa a que me apegar.
Talvez esse seja o maior erro. Talvez o apego ao passado afaste e impeça o aparecimento do presente. O aparecimento de histórias suficientemente marcantes ao ponto de serem primeiramente lembradas, mesmo que não somente.
É. Resultado de toda essa piração: só vou ter um novo presente quando me deixar superar o passado. Ponto.

terça-feira, 22 de março de 2011

efemeridade.

porque o pra sempre, sempre acaba.
sinto falta do que me apegar. afinal de contas, todo apego termina em perda e toda perda termina em sofrimento. não, não é querendo ser melancólica que falo isso.. mas existe algo sem fim? existe algo realmente sem fim?
o medo do sofrimento leva à falta de coragem. e todos os sentidos. afinal de contas, tudo pode dá errado. ok, sem apologia à lei de murf.. mas não é verdade que tudo tem tecnicamente cinquenta por cento de chance de dá certo, mas em contra partida também cinquenta por cento de chance de dá errado? em qual metade se firmar? em qual metade crê?
tá certo que ao seguir um pensamento ao qual valoriza a possibilidade de que tudo pode dá errado, viveremos? não. nossa vida seria totalmente roubada de nosso controle, por ele. pelo medo de vivê-la.
vamos concordar que o que seria o acerto sem o erro? quem o daria tamanho valor? você ficaria o tanto contente ao acertar na loteria depois de muitas vezes jogadas em vão? você ficaria tão feliz em encontrar um amor correspondido depois de vários sofridos?
tá, viagem viagem viagem! resumindo: o medo de errar não pode impedir a tentativa de acerto!
e vivamos em busca da felicidade, nos apeguemos a todas as pessoas que nos fazem bem, busquemos o amor, joguemos na loteria muitas vezes, acreditando que aquela possa ser a vez premiada, saboreemos o quão gostosa pode ser a vida com seus erros e acertos! vivamos.