terça-feira, 18 de outubro de 2011

Introspecção

Durante o maior tempo da minha vida agi muito e pensei pouco. Agi o tempo todo, sem parar muito pra pensar, pra analisar as coisas, as possibilidades. Meio que era lei agir, pra quê mesmo perder tempo pensando?
Diferente hoje, estou num momento em que toda hora é hora de pensar. Relatar os fatos, pensar no que foi, no que é, no que poderá ser. Analisar tudo e todos. Me analisar, principalmente. Me pego com pensamento longe o tempo todo, não consigo mais ser tão exterior como fui dia desses. Extrovertida? Quem, eu?
Risadas à vontade não fazem mais parte de mim, besteiras faladas o tempo todo, não mais. Agora é pensar, pensar e pensar. Até mesmo involuntariamente. Talvez tenha chegado um momento em que preciso rever todas as minhas atitudes, todas as minhas escolhas, tudo. Preciso revisar, parar um pouco antes de agir. Antes de escolher seguir um caminho. Aprender com os erros que se foram, isso talvez seja o mais importante.
Tá bom de agir tanto por impulso (tá bom que as vezes é necessário, mas não exageradamente), hora de ser o que preciso ser e fazer o que preciso fazer.

OMG, estou ficando velha? É isso? Esse é o motivo de tudo isso? Que seja. Tá bom de tanto pensamento por hoje.

Afinal, não sejamos nem oito e nem muito menos oitenta.

sábado, 30 de julho de 2011

Decepção não mata, ensina a viver!

O que fazer quando pessoas que você gosta muito, lê-se 'amigos', simplesmente te decepcionam?
Você faz tudo para vê-los felizes, você abre mão de muita coisa em função deles, daí eles chegam pra te criticar, quando a última coisa que você precisa é de uma critica; conseguindo te deixar pior do que você já estava. Fazer tudo que pode por eles, e plim! Na primeira oportunidade eles simplismente te magoam. E muito.
É dificil (muito dificil) acreditar que vocês conseguiriam falar coisas que me decepcionariam tanto.. Normal que quem não me conhece me julgue, que interprete algumas atitudes minhas de modo errado. Mas quem me conhece bem, meus amigos, porra! Desculpa, mas não me restam outras palavras.
Tenho que dizer que é muito triste pra mim saber que - apesar de ser dificil muitas vezes, inclusive - aceito os defeitos dos meus amigos em função do amor que eu sinto por eles, e sabendo que ninguém é perfeito, sendo assim, tenho que aprender a conviver não só com suas qualidade, mas também com todos os seus defeitos; enquanto eles não conseguem conviver com meu jeito, que possa até ser considerado defeito por eles, mas não prejudica ninguém.
Fiquei realmente muito triste, preciso dizer isso. Decepção total.
Ah, que fique bem claro que não irei de forma alguma mudar minha personalidade porque uns ou outros se encomodam com ela. Porque quem realmente gosta de mim, gosta de como eu sou, com qualidades e defeitos.
Fico imaginando se eu fosse viver de acordo com o que as pessoas falam. (Eu não ia viver). Sempre existe o que criticar..
Se você é tímida, é cu doce. Se é extrovertida, oferecida. Se é rico, metido. Pobre, burro. Tem muitos amigos, kessi. Tem poucos, anti-social. É magra, anorexica. Gorda, obesa. Usa roupa curta, piriguete. Roupa comprida, crente. Fica com muitos, galinha. Fica com poucos, encalhada. Resumindo, a sociedade sempre irá arrumar um jeito de te julgar. . Ligue o foda-se e seja feliz!


(Ah, desculpa tamanha revolta, mas os últimos acontecimentos foram demais, e eu estava precisando desabafar. Já que aqui ninguém lê né...)

domingo, 17 de julho de 2011

Me colocando pelo avesso

Ontem chorei. Chorei como há muito não chorava. Não chorei por nada especificamente.
Chorei por nada, mas por tudo. Chorei.

No meio da madrugada, a casa toda escura, sentei solitária na varanda. Olhei fixo para a rua vazia, não havia uma pessoa, não havia um carro, não havia ninguém. Chovia forte. Constantemente. A chuva não parava já havia certo tempo. Comecei a pensar. Não em algo, nem em alguém. Mas em mim, nas pessoas, nos acontecimentos.. Um filme passara na minha cabeça.
Naquele momento não mais consegui segurar, sairam as primeiras lágrimas dos meus olhos, desceram meu rosto fazendo um desenho frio e triste. Fazia muito frio, mas eu não ligara. Alguém me chamava pra entrar - minha saúde já não estava muito boa para tanta friagem - eu não queria. Na verdade eu não sabia o que eu queria naquele momento, eu não sabia o que eu estava fazendo nem o porquê de tal. Mas eu tava gostando, de certa forma estava sentindo muito da dor que aqui dentro estava sendo derramada junto com as lágrimas que saiam dos meus olhos. A alma estava sendo lavada. Chorei por um pouco mais de uma hora, um choro que alternava de um choro calmo e silencioso para um desesperado acompanhado de um soluço. Não posso dizer que foram os melhores momentos da minha vida, mas que me fizeram pensar sobre bastante coisa, concluir bastante coisa e principalmente lavar a alma.
Recomendo uma boa hora de choro para todos.


terça-feira, 24 de maio de 2011

O que eu desejo ainda não tem nome.

Chega uma hora que tudo o que você quer na vida é liberdade. Nem que seja liberdade de uma escolha. Por menor que seja, liberdade.
Você precisa errar, mas saber que quem fez a escolha que lhe levou pro erro, foi você. Acertar, e saber que você sim, sabe fazer escolhas. Precisa aprender a lidar com acertos e erros, sendo eles causados por você, e não pelos outros, em sua vida.
Liberdade de sair e voltar a hora que quer, que bem entender. Se sentir livre. Sentir-se dono de si.
Liberdade de expressão, de ação, de tudo. Apenas liberdade.
Quero fazer o que quero. O que tenho vontade. Sem precisar mais explicações.
Preciso, anseio cada dia, cada hora, cada minuto por isso. Passo todo o meu tempo procurando uma saída, uma oportunidade de beber dessa fonte. E daqui pra frente será assim, até que consiga..



segunda-feira, 9 de maio de 2011

O mundo através do meu olhar.

ontem, hoje e sempre.

Vontade enorme de deixar o passado apenas no passado. Medo (?)
Me deparo constantemente com lembranças de tempos passados. Tenho uma sacola de papéis, notas de lojas e coisas que me lembram minha viagem aos EUA com minhas amigas. Conto nos dedos as vezes que tive coragem de abrir essa sacola e bisbilhotar as lembranças, olhe que são quase cinco anos já desde a viagem. Não sei o que me dá, mas eu tenho um medo extremo de passado e de futuro. Talvez essas lembranças me façam sentir o tempo escorrendo pelo ralo. Vê-las me faz sonhar - sempre - com os momentos. O tempo perdido dói; e como dói. Cartas guardadas numa caixa, álbuns de fotografias antigas, cadernos de anotações. Tudo intocado, guardando lembranças as quais o medo me impede de revê-las.
Talvez minha vontade seja de que a vida seja como um rio. Entramos nele. Hoje, tocamos sua água, jamais tocaremos essa água novamente. Passou.
Isso porque nada será igual como já foi. Confesso, em alguns momentos isso conforta. Mas em compensação em outros, tira o sono.
Confusão. A janela da vida, à qual fica à mercê do tempo a nossa história.
Abrir os olhos e ver que tudo o que se passou contribui pro que é hoje, e assim, saber que apesar de nada voltar, aquilo naquele momento, contribuiu pro que é hoje.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

aos 19


E aqui estou eu. Mais um aniversário, mais um dia triste.
Na verdade, eu não sei o que me dá, mas em meus aniversários costumo ficar bastante vulnerável à tudo. Lembranças. Costumo ter um dia nostálgico. Parece que é o dia de se comparar o hoje com o ontem, e o que se ressalta? Mas é claro que o que eu tinha ontem, e hoje não mais possuo.
Sei, eu sei que o hoje é bastante diferente do ontem. Eu sei que as coisas mudam e que assim como eu perdi umas, ganhei muitas outras. Mas, sempre, sempre vou sentir saudades. Afinal, eu não quero perder, eu quero apenas ganhar. Eu não quero diminuir, quero apenas somar. Não quero dividir, apenas multiplicar. Porque algumas coisas insistem em ficar pra tras?
Muita gente não entende porque em meus aniversários derramo rios de lágrimas. Confesso, nem eu mesmo entendo direito porque isso. Parece que a cada parabéns, me sinto mais velha, sinto meu tempo de vida escorrendo pelo ralo, sinto a vida passando, eai? Conquistas, momentos, amigos, família, vida. O que eu tenho até aqui? Tanto tempo já se foi..
Quero meus 15 anos de volta, quero uma vida inteira pela frente, quero me sentir começando e não terminando, quero tempo. Tempo para mim, tempo para fazer tudo o que desejo, tempo de saber que por mais que não tenha aproveitado o hoje, o tempo ainda existe.
Cronofobia. Meu sobrenome.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Confusão


Passado. Passado? Passado mesmo?
Angústia. Nostalgia. Fuga. Medo. É, medo.
Medo infinito de não conseguir viver o presente. Medo de não conseguir desenlaçar os laços que me prendem ao passado.
Vai, desaparece, é esquecido. Volta, novamente preenche aquele vazio, e vai. Ciclo vicioso.
Até quando vou permitir que ele se repita? Quando vou conseguir ser forte o suficiente para dá um basta? Difícil. Afinal, acho que no fundo ainda existe uma esperança. Talvez não uma esperança, mas uma vontade de reviver os momentos felizes, de conseguir trazer de volta para minha vida as lembranças, revivê-las. É, talvez uma esperança. Esperança de acerto, de consertar os erros do passado de modo que tudo se torne perfeito. Medo de enfim conseguir viver o hoje. Apenas o hoje. Apego a algo que posso pensar, lembrar, talvez até fazer planos. Pânico total de deixar isso passar e talvez não haver outra coisa a que me apegar.
Talvez esse seja o maior erro. Talvez o apego ao passado afaste e impeça o aparecimento do presente. O aparecimento de histórias suficientemente marcantes ao ponto de serem primeiramente lembradas, mesmo que não somente.
É. Resultado de toda essa piração: só vou ter um novo presente quando me deixar superar o passado. Ponto.

terça-feira, 22 de março de 2011

efemeridade.

porque o pra sempre, sempre acaba.
sinto falta do que me apegar. afinal de contas, todo apego termina em perda e toda perda termina em sofrimento. não, não é querendo ser melancólica que falo isso.. mas existe algo sem fim? existe algo realmente sem fim?
o medo do sofrimento leva à falta de coragem. e todos os sentidos. afinal de contas, tudo pode dá errado. ok, sem apologia à lei de murf.. mas não é verdade que tudo tem tecnicamente cinquenta por cento de chance de dá certo, mas em contra partida também cinquenta por cento de chance de dá errado? em qual metade se firmar? em qual metade crê?
tá certo que ao seguir um pensamento ao qual valoriza a possibilidade de que tudo pode dá errado, viveremos? não. nossa vida seria totalmente roubada de nosso controle, por ele. pelo medo de vivê-la.
vamos concordar que o que seria o acerto sem o erro? quem o daria tamanho valor? você ficaria o tanto contente ao acertar na loteria depois de muitas vezes jogadas em vão? você ficaria tão feliz em encontrar um amor correspondido depois de vários sofridos?
tá, viagem viagem viagem! resumindo: o medo de errar não pode impedir a tentativa de acerto!
e vivamos em busca da felicidade, nos apeguemos a todas as pessoas que nos fazem bem, busquemos o amor, joguemos na loteria muitas vezes, acreditando que aquela possa ser a vez premiada, saboreemos o quão gostosa pode ser a vida com seus erros e acertos! vivamos.