segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

para normalidade.






Tô vulnerável.
Vulnerável às pessoas,
aos sentimentos,
às lembranças,
ao presente,
ao passado,
ao futuro.




Ando tão ausente no presente, que meu hoje é projetado no passado, ou até mesmo torna-se projeto do futuro. Vulnerabilidade ao vulnerável.
É, sem nenhum esforço para ir contra a rotina, nem muito menos ao tédio.
Pelo contrário, tudo me leva ao encontro de tais. Tudo.
A vida é uma luta.
Tentativa de ser sóbrio.
Porém, até mesmo a sobriedade enlouquece.
Vida, vida minha.. Me mostra. Me mostra que realmente és minhas, que a mim pertences.
Me deixa ter a caneta da tua escrita. Me deixa te escrever como um autor escreve sua obra-prima, com cautela, amor, e da melhor forma alcançável, ao saber que dessa escrita depende seu futuro. E nela, adiante, posso ser lembrada e mencionada.
Vida, és minha.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Se ligar!













Há um momento da vida em que todos os botões estão indicando para o desliga.

O coração. Afinal, existe amor? Haha, amor.. Invenção dos sentimentais. O que não tem sentido.
O entusiasmo. Não existe mais aquela alegria constante do acordar. A alegria do viver, do simplesmente viver.
Os amigos. Talvez não sejam mais aqueles que julgamos um dia serem. Porto seguro ao qual o vento cada vez mais os leva. E as amizades que pareciam pra sempre, vão defiando.. desaparecendo.
A família. O convivio e as brigas acabam desgastando a relação familiar. E cada vez o desejo de liberdade, do só. A vontade de encontrá-los apenas algumas vezes, e poder ter com eles apenas lembranças boas. O que o dia a dia oculta.
A vida. Quero de volta aquela vida. Vida de alegria com qualquer simplicidade, vida de amores cá, amores lá. Mas amores. Vida de amizades eternas. Ou ao menos, eternas enquanto durem. Festas animadas de família. Amigos secreto, aniversário de parentes, ceia de natal. Alegria ao ver o amanhecer, ao ver o sol se por. Sorriso. Vida!
Quero meus botões todos apontados para o liga! Todos.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Nada acaba do nada.

Não existem palavras que possam expressar a tristeza de uma perda.
Acordar e saber que não existe mais o junto, não existe mais o abraço, o beijo. Não existe mais o olhar. Durante uma vida a certeza da companhia. De repente, nada mais.
A despedida, banhada de rios de lágrimas. O querer se convencer que aquela pessoas está num lugar melhor. Mas dentro, lá no fundo, o egoísmo, o achar que melhor estaria ao meu lado. Quero ela pra mim. Porque temos que perder pessoas que amamos?
Hoje, mais do que nunca, vejo que ninguém, ninguém está preparado pra perda alguma. Porque por mais que saibamos que isso irá acontecer, por mais que a pessoa já esteja mal e se encaminhando pra isso, sempre há uma esperança. A perda é sempre sofrida, principalmente quando havia convivencia e amor envolvidos.
Infelizmente, a única saida é a aceitação. É a reza e o pedido de sempre para que Deus esteja ao lado da pessoa que se foi e ao nosso lado, para que consigamos seguir nossa caminhada da melhor forma possível de modo que, quando chegar nossa hora, nos encontremos com todas as pessoas que um dia pensamos ter pedido.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Amor à pátria.


Copa do mundo de futebol.
O único momento em que o país todo é feliz pelo mesmo motivo. Ruas vazias, silêncio total. Até o momento em que enfim é chegado o gol, o gol marcado pela seleção brasileira. O país todo vibra, é emoção, é alegria. Contagiante. Famílias, amigos, e até inimigos gritando e sendo felizes por aquele gol.
O país todo não consegue se juntar em prol da fome, da miséria, da falta de escolaridade, no combate à corrupção, nem mesmo em função da preservação da natureza. Mas tão todos ali. Juntos. Por um jogo de futebol. Paixão nacional.
Será enfim feliz o mundo, quando todos, assim como conseguem se juntar, se vestir, gritar, e juntos estarem pela paixão ao futebol, conseguirem fazer o mesmo por si mesmo, pelos que precisam, e pelo nosso país. Ou melhor, pelo nosso mundo!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

N-A-D-A

Pqp, eu não sinto nada.


Quanto tempo eu esperei por isso; quantas noites de insônia as quais não conseguia parar de pensar em você, meu único desejo, meu único pedido era esse. O nada para mim seria tudo.


Consegui. Tudo aquilo, todos os sonhos, todos os desejos, todos os planos para o futuro foram jogados ao lixo. Você conseguiu. Você soube usar as palavras exatamente necessárias para que isso pudesse acontecer.

Sabe de uma coisa? Por muito tempo te julguei, me mantive revoltada pela sua atitude, por você ter tido a oportunidade de me fazer a pessoa mais feliz do mundo, e fez exatamente o contrário. Me disse as palavras que eu mais tinha medo de ouvir na vida. Principalmente vindas da pessoa que julgava ser a que eu mais amava.

Hoje em dia, te agradeço. Você me fez a melhor coisa, o que eu precisava. Você saiu da minha vida. Obrigada. Sinceramente, seria como um mal necessário. Semanas de tristeza, para anos de felicidade.

Hoje eu vejo que abri mão do meu amor por você. Esse amor, que julguei ser o amor maior, está morto e enterrado. Porém dentro de mim, encontra-se algo melhor, o que eu sempre precisei e não sabia. Hoje eu tenho dentro de mim o AMOR-PRÓPRIO.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Seria o sonho o reflexo da vida?

Ah, o sonho. É nele que expressamos todos os nossos desejos reprimidos. Mas pra quê? Pra quê esperamos adormecer para 'fazer' o que temos vontade, para realizar nossos desejos.

A vida está aqui, está em nossas mãos. Vamos extravarar. Lutar pela felicidade, vamos realizar nossos sonhos. REALIZAR!

E que o sonho seja apenas um ensaio, porque a vida tá aqui, e é nela que REALIZAREI TODOS OS MEUS SONHOS.

Aaaaaaaaah,

ninguém me segura!

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Me deixe só.

Meus princípios são meus príncipios, e ninguém vai fazer com que eu mude-os.


Se eu acredito em algo, ninguém vai mudar minha opinião não. Não vai mesmo. Que fique bem claro que não vou defender ninguém, nem dizer que ninguém está certo só porque é meu amigo. Até porque, amigo pra mim é quem tem coragem de apontar o dedo na sua cara e dizer: você está errado!


Que tipo de amizade é essa? Que uma verdade magoa? Isso não é amizade.


A partir do dia que eu precisar mentir e passar por cima das coisas que acredito para manter pessoas ao meu lado, me dexe só. Eu prefiro tá sozinha do que finjindo, mentindo e tentando ser uma pessoa que não sou. Amigo é quem aceita como tu é. E se não aceita, não é amigo.


Eu quero tá só, bem só. Eu e meus pensamentos. Porque como já dizia minha avó: 'Antes só, do que mal acompanhado.'


quarta-feira, 28 de abril de 2010

Cronofobia, ao pé da letra.


E eu que aos 12 anos, achava que quando chegasse aos 18 me tornaria uma adulta. Achava que meu mundo se transformaria, que tudo se tornaria melhor. Oh, cruel ilusão.
Onde eu estava com a cabeça? Parece que meu mundo caiu, desabou. Ou seja, aconteceu o contrário do que eu sempre sonhei. Já acordei triste. O parabéns da minha mãe me fez derramar lágrimas. Cada feliz aniversário recebido de um amigo, me fez pensar. Passou na minha cabeça tudo que eu já vivi, tudo que eu dexei de viver. Dezoito anos. Ah, como a vida voa. Meus tempos de criança já se foram, os de adolescente estão por se encerrar. Como assim? Um dia desses estava eu brincando de boneca, de pega-pega. Onde está minha vida? O tempo esqueceu de me avisar que estava passando.
Ah, que vontade de sair pra vida. Vontade de abraçar a primeira pessoa que vê na frente, vontade de dizer que amo, vontade de pular, brincar, sorrir. Vontade de viver. Mas a única coisa que consigo é chorar. As lágrimas não param de cair. Quero minha vida, exijo minha vida. Quem foi que tomou ela de mim? O tempo. Meu Deus, como o tempo é cruel.
Porém deste dia triste, levo um aprendizado. A vida não espera. Viva Camila, viva. A vida não vai esperar você tomar coragem, faça o que você quiser, seja espontânea, converse, abrace, beije, diga que ama, brinque, diga verdades que magoem, mas ajude. Se uma pessoa te magoa seja melhor que ela e siga em frente sem se abalar, perdoe teus inimigos, estude, dance, VIVA! Seja quem você quer ser. E diga pro tempo: Quem manda aqui sou eu!


terça-feira, 27 de abril de 2010

Não existe. Ponto.




Afinal de contas, existe alma gêmea? Existe uma pessoa que se encaixa perfeitamente com você, a qual vocês foram destinados para o amor eterno? O AMOR EXISTE?


Para ser bem sincera acredito que a resposta para todas essas perguntas seja NÃO. As pessoas idealizam tanto o amor, fazem uma imagem tão positiva dele, acreditam que só com ele podem ser felizes. E quando ele enfim chega, primeiro é acompanhado do frio na barriga, o desespero de ser correspondido. Logo depois, chega a parte de adaptação, a qual existem várias brigas, já que as pessoas tem opiniões, desejos e valores diferentes. Brigas e mais brigas. Finalmente conseguem se entender, e assim caem numa monotonia. O amor perde sua graça (se é que algum dia teve alguma). Porém, na hora de se despedir, mais rios de lágrimas são derramados ao saber que acabou, que não haverá mais amor.


Mas será que algum dia houve?


O que se chama de amor? A alegria. Mas será mesmo? Tristeza no início, meio e fim. Ah, isso não pode ser o tão sonhado amor, não pode.


EU NÃO ACREDITO NO AMOR.

quarta-feira, 21 de abril de 2010




O olhar de uma criança diz mais que mil
palavras de um adulto.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Porque meus pais não se conscientizam que eu não sou propriedade deles? Porque eles insistem em me tratar como uma boneca que eles brincam? Porque eles não percebem que eu cresci e estou com 18 anos na cara? ACORDA! Eu não sou mais uma criança.
Até quando não vou poder andar de ônibus? Até quando meu horário pra voltar pra casa é meia noite? Até quando vocês pretendem me proibir de frequentar certos tipos de lugares? Ou acham que eu não tenho idade nem cabeça o suficiente pra escolher o que é bom ou não pra mim? Vocês que vão fazer essa escolha pro resto da minha vida? Parabéns. Vocês estão me criando perfeitamente bem, estão me preparando perfeitamente pra enfrentar o mundo lá fora. Afinal de contas, vocês nunca vão morrer né? Vão ter a vida toda pra querer mandar em mim. Boa!
Eu quero ter minha vida. Será que isso é pedir demais?

terça-feira, 6 de abril de 2010

Tem gente que dorme numa calçada qualquer,
enquanto outros reclamam que sua cama box tá velha.

terça-feira, 23 de março de 2010

'Se eu fosse sempre tão feliz do jeito que as vezes aparento ser.'
Tenho o incrível poder de esconder sentimentos. Consigo rir quando o que eu mais quero é chorar, consigo aconselhar um amigo quando o que eu mais preciso é de um conselho, consigo tentar fazer um amigo feliz quando não consigo fazer isso comigo mesmo. Afinal de contas, fica tudo guardado, escondido aqui dentro. E quando explode? Queira nem saber.
Me transformo em altamente sensível, e basta falarem comigo em um tom diferente que pra mim já é o estopim. Choro, e como choro. Uma briga com um amigo é sempre motivo para rios de lágrimas. Talvez minha vida se transforme em uma constante tpm.
Tenho a impressão que todos que me conhecem acham que eu sou feliz 24 horas por dia. Afinal de contas, talvez seja essa mesmo a impressão que eu passe. Até mesmo quando estou infinitamente triste, apenas com um sorriso, um abraço ou uma conversa com um amigo, abre-se um sorriso ao qual fica estampado no meu rosto transparecendo uma alegria inexistente.
Queres saber de onde tiro essa alegria? Nem eu sei. Afinal de contas, talvez eu tente viver em um mundo só meu, ao qual tenho que está o tempo todo feliz. Certas vezes dá certo, já que minha tristeza acaba esquecida em favor dos momentos alegres aos quais consigo com tudo isso. Torço para que consiga isso sempre. Porque definitivamente tristeza não faz parte dos meus planos, não faz mesmo!

sábado, 20 de março de 2010

Fico completamente impressionada como praga de mãe pega. E como pega.
Já briguei e muito com minha mãe por causa de amizades. Pra mim, amizade está na frente de tudo, acima de tudo. Minha mãe, sempre com a mesma teoria a qual eu sempre ignoro, sempre. 'Você ainda vai se arrepender, e muito, disso. Você vai ver que quando você mais precisar, vai procurar uma amiga e vai ver que nenhuma vai está ao seu lado.' Qual foi mãe? tenho as melhores amigas do mundo.
Tenho mesmo? Não mais acho isso. São nas pequenas coisas, nos pequenos atos do dia-a-dia que vejo que amizade não é aquilo que me iludo achando ser. Talvez pros outros sejam. Não no sentido de como são comigo, mas como devo ser com eles. Já dexei muita coisa minha de lado, pra ver um sorriso de um amigo. Agora me diz: quantas vezes esse mesmo fez a mesma coisa por mim? Prefiro nem comentar, que é melhor. Aos poucos vou vendo que minha mãe tem razão, e como tem.
Apesar de qualquer coisa, não consigo mudar. É incrível como meus valores não mudam. Pra mim é, e pra sempre vai continuar sendo. Amigo é aquele que tá sempre do seu lado, é aquele que faz você chorar, porém te diz que você tá errado e como você tem que fazer. Amigo é aquele que faz o possível e o impossível. Que briga quando acha que deve. Que nenhuma distância faz esquecer. Que pra ver você feliz, faz qualquer coisa. Qualquer coisa mesmo.
Vou levando minha vidinha, já que não consigo mudar né. Quem sabe um dia consigo provar pra mim mesmo que tudo aquilo que minha mãe me afirmou, não era verdade. Quem sabe.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Me admiro com o poder da fotografia. Como pode algo congelar os momentos de nossa vida? Como pode? Acho sinceramente que nunca inventaram algo tão incrível, nunca. Não tem coisa melhor pra quando bate aquela saudade, do que pegar uma velha fotografia. Ela nos faz viajar no tempo. Na verdade, não só no tempo, mas também no espaço. Afinal, quem nunca conheceu um lugar no outro lado do mundo através de fotografias? Eu já.
Sou muito apegada a isso, até demais. Me preocupo em guardar todos os momentos da minha vida, em fotografá-los. Quero sempre congelar minhas imagem, minhas mudanças, como estou hoje, como estarei amanhã, e como estarei daqui a vinte anos. Todas as amizades, o momentos alegres em família. Meu sonho é ter tudo isso congelado e guardado numa caixa.
Sinto que daqui a alguns anos, isso vai ser a alegria das minhas tardes nostalgicas. Olhar aquela velha caixa de fotos, e saber que em todos os momentos da minha vida, fui feliz.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Como a vida tem o poder de nos passar pra trás, incrível.
Me lembro como se fosse hoje, das ânsias em véspera de primeiro de de aula. Passar a noite sem conseguir dormir, acordar mais cedo que em qualquer outro dia, colocar aquela velha farda, arrumar a bolsa e sair. A expectativa de um novo ano, de que tudo seria melhor. A alegria encontrar os amigos, tanto como a de fazer novas amizades. Os professores, o ambiente escolar, conversar na sala de aula, fazendo-me sentir mais velha, não sei bem explicar. Fazer o proibido, sempre dá uma sensação de liberdade, afinal. Cada momento único, ao qual muitos não foram bem aproveitados, devido ao pensamento de que ainda teria muito tempo pra aproveitar. Estava errada.
Acabou-se os tempos de colégio. Como assim? Só nesse momento que me dou conta. E tudo aquilo que vivi? Pra onde vai minha rotina? O que eu vou fazer quando acordar e saber que aquela velha farda já não será usada. Em qual outra ocasião sentirei o frio na barriga e a ânsia do primeiro dia de aula? E os trabalhos escolares? Casa de amigos, amigos aos quais estudei desde que me conheço por gente. Agora é a hora, cada um segue seu caminho. Cada um para um lado.
Fica aqui uma interrogação. Começa uma nova etapa de minha vida, estou atravessando um divisor de águas. Porém, uma coisa me acompanhou em todo meu tempo de escola e me acompanhará aonde quer que eu for. A vontade de ser feliz. E com ela, tenho certeza que independente de o que eu esteja fazendo, estarei bem.

terça-feira, 16 de março de 2010

O sono da tarde hoje, me trouxe lembranças as quais pensava que não voltariam mais. Aquele sonho de sempre, ao qual muito e muitos dias já foi sonhado por mim. Porém os acontecimentos, os fatos, me fizeram ter a triste ilusão de que eles haveriam passado. Até me alegrei, ao pensar que tudo aquilo tinha ficado pra trás. Ah, quem me dera.
Hoje, mais do que nunca, percebo que nada do que foi vivido será esquecido. Nada poderá ser apagado de nossas lembranças. Principalmente as pessoas. Elas jamais sairão de nossa cabeça, do nosso coração. Sinto que meus cabelos brancos chegarão, passarei a tarde sentada numa cadeira de balanço, receberei a visita de meus netos, passarei a tarde de domingo em frente à tv, na mesma nostalgia de todos os domingos, e quando me deitar pra dormir, todas as lembranças que hoje me pertubam, voltarão. E pra sempre as terei.
A ilusão de que um dia esqueceremos alguém, principalmente sendo esse alguém um grande amor vivido, acabou. Isso é pra sempre.