
Tô vulnerável.
Vulnerável às pessoas,
aos sentimentos,
às lembranças,
ao presente,
ao passado,
ao futuro.
Ando tão ausente no presente, que meu hoje é projetado no passado, ou até mesmo torna-se projeto do futuro. Vulnerabilidade ao vulnerável.
É, sem nenhum esforço para ir contra a rotina, nem muito menos ao tédio.
Pelo contrário, tudo me leva ao encontro de tais. Tudo.
A vida é uma luta.
Tentativa de ser sóbrio.
Porém, até mesmo a sobriedade enlouquece.
Vida, vida minha.. Me mostra. Me mostra que realmente és minhas, que a mim pertences.
Me deixa ter a caneta da tua escrita. Me deixa te escrever como um autor escreve sua obra-prima, com cautela, amor, e da melhor forma alcançável, ao saber que dessa escrita depende seu futuro. E nela, adiante, posso ser lembrada e mencionada.
Vida, és minha.